Ela é exatamente como os seus livros: transmite uma sensação estranha, de uma sabedoria e uma amargura impressionantes. É lenta e quase não fala. Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto. Acho que mesmo que ela não fosse Clarice Lispector eu sentiria a mesma coisa.
Caio Fernando de Abreu sobre Clarice Lispector.    (via espeliarmus)

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caiofernandoabreu:

Só que as coisas têm a hora certa de chegar, eu sei que você sabe, e por estranho que pareça preciso ainda ser um pouco machucado pela sifilização, para que o vôo seja mais seguro, depois, e sem volta. Você sabe também que quem sobe neste avião não consegue mais voltar à terra, mas só chegarão ao destino os que não tiverem medo. Onde anda você, menina que me ensinou tanta coisa nova? 
(Caio Fernando Abreu. Carta a Vera Antoun)

caiofernandoabreu:

Só que as coisas têm a hora certa de chegar, eu sei que você sabe, e por estranho que pareça preciso ainda ser um pouco machucado pela sifilização, para que o vôo seja mais seguro, depois, e sem volta. Você sabe também que quem sobe neste avião não consegue mais voltar à terra, mas só chegarão ao destino os que não tiverem medo. Onde anda você, menina que me ensinou tanta coisa nova? 

(Caio Fernando Abreu. Carta a Vera Antoun)

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De noite, como
a luz é pouca,
a gente tem impressão
de que o tempo não passa
ou pelo menos não escorre
como escorre de dia.
Ferreira Gullar  (via cool—cool)

(Fonte: oxigenio-dapalavra)

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(Fonte: earth-song)

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itismesteph:

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